Várias Escolas já adotaram alguns modelos de interatividade virtual para tornar o ensino mais atraente aos alunos
Várias escolas já adotaram alguns modelos de interatividade virtual para tornar o ensino mais atraente aosalunos. Marize Peixoto considera essa experiência positiva, mas destaca que o professor é indispensável para a orientação das informações que crianças e adolescentes recebem por novos canais, principalmente a internet.
- O acesso à rede abre um leque de possibilidades, mas tudo depende do objetivo do que é apresentado na sala de aula. Osalunos precisam do professor para guiá-los, até porque nem todas as informações que chegam pela internet são confiáveis - frisa.
Na Escola Rakel Rechuem, em Mesquita, a instalação de um quadro interativo fez professores perceberem uma maior participação de estudantes nas aulas. O coordenador Isaac Gonzaga de Oliveira explica que, como o equipamento tem acesso à internet, as atualizações das informações exibidas são constantes, o que deixa todos sempre antenados com as novidades.
- O equipamento começou a ser usado nas aulas de história, geografia, matemática e ciências, mas professores de outras disciplinas também o adotaram. A de literatura, por exemplo, apresenta vídeos do YouTube sobre grandes escritores - diz o coordenador.
O professor de geografia Walker Antero usa os recursos de touchscreen do quadro para explica os movimentos migratórios populacionais no mundo com dados atualizados este ano.
- Trabalhamos com imagens que os livros não têm, como gráficos em movimento e fotos recentes - explica.
Osalunos aprovam. Clara Rodrigues, de 14 anos, diz que "a tecnologia faz as aulas ficarem mais interessantes".
- A professora de biologia usou uma animação para explicar as divisões das células. Foi uma aula ótima - afirma.
Sua colega Estefanie Diana, de 15 anos, concorda:
- Estudar ficou mais legal. Na aula de história, a professora exibiu um vídeo sobre a tortura de escravos que me marcou muito.
No Colégio de Aplicação (CAP) José de Souza Herdy, em Duque de Caxias, a diretora Maura Marzocchi incentiva os estudantes a usar a tecnologia. A unidade tem uma parceria com o Centro Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do governo federal. O órgão cedeu 25 bolsas de iniciação científica paraalunos do ensino médio, projetos de desenvolvimento de maquetes robóticas e laboratórios. Graças a essa contribuição, estudantes do 2º ano do ensino médio aprenderam a desenvolver um novo modelo de bafômetro.
- O que proponho no ensino é autonomia e responsabilidade. São benefícios para o resto da vida. A tecnologia é uma ferramenta e tanto para o desenvolvimento das crianças. Com ela, oaluno pode ser o autor do próprio aprendizado - afirma Maura.
Na Escola Padre Valério Pierpaoli, uma unidade do Santa Mônica Centro Educacional em Seropédica, o diretor Luís Manuel Parente diz que a tecnologia está bem inserida no projeto pedagógico.
- É surpreendente ver comoalunos absorvem duas ou três informações ao mesmo tempo utilizando recursos de audiovisual, da internet e até do celular. AEscola incentiva isso - diz Parente.
O futuro chegou
Escolas utilizam novas tecnologias para incrementar o ensino e manter o interesse dosalunos pelas aulas
Raquel Sepulveda
Muitas vezes associada à diversão, principalmente quando é disponibilizada para crianças e adolescentes, a tecnologia virou uma importante ferramenta de ensino. Programas de computadores ajudam a despertar o interesse por matérias e, ao mesmo tempo,Escolas já estimulam pesquisas feitas pela internet. Para manter um bom diálogo com os estudantes, professores se veem obrigados a ficar atentos às novidades do mundo virtual.
Vice-diretora da Faculdade de Educação da Uerj na Baixada, Marize Peixoto considera "a presença da tecnologia um desafio para professores, que, por conta dela, devem apresentar novas propostas de trabalho". A pedagoga afirma ainda queEscolas precisam utilizá-la ao máximo, pois "é um instrumento que aguça o potencial questionador, base de todas as descobertas do ser humano".
Fonte: O Globo (RJ)








