1. (VUNESP)
Ardor em firme coração nascido;
pranto por belos olhos derramado;
incêndio em mares de água disfarçado;
rio de neve em fogo convertido:
tu, que em um peito abrasas escondido;
tu, que em um rosto corres desatado;
quando fogo, em cristais aprisionado;
quando crista, em chamas derretido.
Se és fogo, como passas brandamente,
se és fogo, como queimas com porfia?
Mas ai, que andou Amor em ti prudente!
Pois para temperar a tirania,
como quis que aqui fosse a neve ardente,
permitiu parecesse a chama fria.
O texto pertencente a Gregório de Matos e apresenta todas seguintes características:
(A) Trocadilhos, predomínio de metonímias e de símiles, a dualidade temática da sensualidade e do refreamento, antíteses claras dispostas em ordem direta.
(B) Sintaxe segundo a ordem lógica do Classicismo, a qual o autor buscava imitar, predomínio das metáforas e das antíteses, temática da fugacidade do tempo e da vida.
(C) Dualidade temática da sensualidade e do refreamento, construção sintática por simétrica por simetrias sucessivas, predomínio figurativo das metáforas e pares antitéticos que tendem para o paradoxo.
(D) Temática naturalista, assimetria total de construção, ordem direta predominando sobre a ordem inversa, imagens que prenunciam o Romantismo.
(E) Verificação clássica, temática neoclássica, sintaxe preciosista evidente no uso das síntese, dos anacolutos e das alegorias, construção assimétrica.
2. (SANTA CASA) A preocupação com a brevidade da vida induz o poeta barroco a assumir uma atitude que:
(A) descrê da misericórdia divina e contesta os valores da religião;
(B) desiste de lutar contra o tempo, menosprezando a mocidade e a beleza;
(C) se deixa subjugar pelo desânimo e pela apatia dos céticos;
(D) se revolta contra os insondáveis desígnios de Deus;
(E) quer gozar ao máximo seus dias, enquanto a mocidade dura.
3. (UEL) Identifique a afirmação que se refere a Gregório de Matos:
(A) No seu esforço da criação a comédia brasileira, realiza um trabalho de crítica que encontra seguidores no Romantismo e mesmo no restante do século XIX.
(B) Sua obra é uma síntese singular entre o passado e o presente: ainda tem os torneios verbais do Quinhentismo português, mas combina-os com a paixão das imagens pré-românticas.
(C) Dos poetas arcádicos eminentes, foi sem dúvida o mais liberal, o que mais claramente manifestou as idéias da ilustração francesa.
(D) Teve grande capacidade em fixar num lampejo os vícios, os ridículos, os desmandos do poder local, valendo-se para isso do engenho artificioso que caracteriza o estilo da época.
(E) Sua famosa sátira à autoridade portuguesa na Minas do chamado ciclo do ouro é prova de que seus talento não se restringia ao lirismo amoroso.
4. (UFSM-RS) A respeito da poesia de Gregório de Matos, assinale a alternativa INCORRETA:
(A) Tematiza motivos de Minas Gerais, onde o poeta viveu.
(B) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido.
(C) As composições satíricas atacam governantes da colônia.
(D) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica.
(E) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna.
5. (UEPA-PA) Na obra de Gregório de Matos Guerra, a ansiedade e a aflição frente à passagem do tempo sempre levaram à idéia singular de aproveitar o presente. Em qual dos fragmentos abaixo fica evidente essa afirmação?
(A) A vós, Divinos olhos eclipsados
de tanto sangue e lágrimas cobertos;
pois para perdoar-me estais despertos
e por não condenar-me estais fechados…
(B) Senhora Beatriz, foi o demônio,
Este amor, esta raiva, esta porfia
Pois não canso de noite nem de dia
Em cuidar desse negro matrimônio.
(C) Hoje poderei
Convosco casar
E hoje consumar
Amanhã não sei
Porque perderei
a minha saúde
e em um ataúde
me podem levar
o corpo a enterrar,
porque vos enoje:
casemo-nos hoje,
que amanhã vem longe.
(D) Pequei senhor: mas não porque hei pecado,
da vossa Alta Piedade me despido:
Antes, quanto mais tenho delinqüido,
Vos tenho a perdoar mais empenhado…
(E) Quem a pôs nesse socrócio?
Quem causa tal perdição?
E o maior desta loucura?
Notável desaventura
De um poço néscio e sandeu,
Que não sabe o que perdeu
Negócio, ambição, usura.
6. (UFLA) Leia as estrofes abaixo para responder à questão.
"Que falta nesta cidade? Verdade.
Que mais por sua desonra? Honra.
Falta mais que se lhe ponha? Vergonha.
O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha."
Pode-se reconhecer nos versos acima, de Gregório de Matos,
(A) o caráter do jogo verbal próprio da poesia religiosa do século XVI, sustentando piedosa lamentação pela falta de fé do gentio.
(B) o estilo pedagógico da poesia neoclássica, por meio da qual o poeta se investe das funções de um autêntico moralizador.
(C) o caráter de jogo verbal próprio do estilo barroco, a serviço de uma crítica, em tom de sátira, do perfil moral da cidade da Bahia.
(D) o caráter do jogo verbal próprio do estilo barroco, a serviço da expressão lírica do arrependimento do poeta pecador.
(E) o estilo pedagógico da poesia neoclássica, sustentando em tom lírico as reflexões do poeta sobre o perfil da cidade da Bahia.
7. (FUVEST)
Uma só natureza nos foi dada;
Não criou Deus os naturais diversos;
Um só Adão criou, e esse de nada.
Todos somos ruins, todos perversos,
Só nos distingue o vício e a virtude
De que uns são comensais, outros adversos. (Gregório de Matos)
A partir do texto pode-se concluir que:
(A) a opção entre o bem e o mal resulta do livre-arbítrio e não da Providência divina.
(B) por obra divina, os homens são substancialmente diversos e por isso seguem caminhos distintos.
(C) os elementos negativos do homem advêm de sua origem: o nada.
(D) Deus fez os homens dotados de consciência para que pudessem distinguir o vício da virtude.
(E) somente a virtude pode eliminar a perversidade que caracteriza a natureza humana.
8. (FUVEST)
Uma só natureza nos foi dada;
Não criou Deus os naturais diversos;
Um só Adão criou, e esse de nada.
Todos somos ruins, todos perversos,
Só nos distingue o vício e a virtude
De que uns são comensais, outros adversos. (Gregório de Matos)
Considerando o sentido do poema, é aceitável a seguinte conclusão sobre a segunda estrofe:
(A) como os homens podem aliar-se ao vício ou à virtude, a perversidade atinge todos eles.
(B) se todos os homens conseguissem distinguir entre o vício e a virtude, saberiam como vencer sua natureza perversa.
(C) quando se reconhece capaz de diferenciar o vício da virtude, o homem aceita o que há de ruim em seus semelhantes.
(D) embora todos os homens tenham a mesma natureza, diferenciam-se por aceitarem ou recusarem o vício e a virtude.
(E) os homens possuem uma essência maligna, portanto são adversos à virtude e somente aderem aos vícios.
9. (UFLA) Leia o poema para responder à questão.
EPÍLOGOS
Que falta nesta cidade?........................Verdade
Que mais por sua desonra?..................Honra
Falta mais que se lhe ponha?...............Vergonha
O demo a viver se exponha
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.
Sobre o fragmento da poesia Epílogos, de Gregório de Matos, todas as alternativas estão corretas, EXCETO:
(A) Valeu-lhe o apelido de “Boca do Inferno”, que se refere à sua capacidade de provocação.
(B) O aspecto satírico do poema é um dos traços que contribuiu para “abrasileirar” o Barroco.
(C) Há uma tentativa de fundir o aspecto material com o espiritual, representado pelo uso de antíteses perfeitas.
(D) Tem como objetivo provocar e ridicularizar os políticos e os que viviam para bajular os poderosos.
(E) O uso das palavras “verdade”, “honra”, “vergonha” nos finais dos versos constituem um recurso de linguagem para enfatizar a mensagem.
Ardor em firme coração nascido;
pranto por belos olhos derramado;
incêndio em mares de água disfarçado;
rio de neve em fogo convertido:
tu, que em um peito abrasas escondido;
tu, que em um rosto corres desatado;
quando fogo, em cristais aprisionado;
quando crista, em chamas derretido.
Se és fogo, como passas brandamente,
se és fogo, como queimas com porfia?
Mas ai, que andou Amor em ti prudente!
Pois para temperar a tirania,
como quis que aqui fosse a neve ardente,
permitiu parecesse a chama fria.
O texto pertencente a Gregório de Matos e apresenta todas seguintes características:
(A) Trocadilhos, predomínio de metonímias e de símiles, a dualidade temática da sensualidade e do refreamento, antíteses claras dispostas em ordem direta.
(B) Sintaxe segundo a ordem lógica do Classicismo, a qual o autor buscava imitar, predomínio das metáforas e das antíteses, temática da fugacidade do tempo e da vida.
(C) Dualidade temática da sensualidade e do refreamento, construção sintática por simétrica por simetrias sucessivas, predomínio figurativo das metáforas e pares antitéticos que tendem para o paradoxo.
(D) Temática naturalista, assimetria total de construção, ordem direta predominando sobre a ordem inversa, imagens que prenunciam o Romantismo.
(E) Verificação clássica, temática neoclássica, sintaxe preciosista evidente no uso das síntese, dos anacolutos e das alegorias, construção assimétrica.
2. (SANTA CASA) A preocupação com a brevidade da vida induz o poeta barroco a assumir uma atitude que:
(A) descrê da misericórdia divina e contesta os valores da religião;
(B) desiste de lutar contra o tempo, menosprezando a mocidade e a beleza;
(C) se deixa subjugar pelo desânimo e pela apatia dos céticos;
(D) se revolta contra os insondáveis desígnios de Deus;
(E) quer gozar ao máximo seus dias, enquanto a mocidade dura.
3. (UEL) Identifique a afirmação que se refere a Gregório de Matos:
(A) No seu esforço da criação a comédia brasileira, realiza um trabalho de crítica que encontra seguidores no Romantismo e mesmo no restante do século XIX.
(B) Sua obra é uma síntese singular entre o passado e o presente: ainda tem os torneios verbais do Quinhentismo português, mas combina-os com a paixão das imagens pré-românticas.
(C) Dos poetas arcádicos eminentes, foi sem dúvida o mais liberal, o que mais claramente manifestou as idéias da ilustração francesa.
(D) Teve grande capacidade em fixar num lampejo os vícios, os ridículos, os desmandos do poder local, valendo-se para isso do engenho artificioso que caracteriza o estilo da época.
(E) Sua famosa sátira à autoridade portuguesa na Minas do chamado ciclo do ouro é prova de que seus talento não se restringia ao lirismo amoroso.
4. (UFSM-RS) A respeito da poesia de Gregório de Matos, assinale a alternativa INCORRETA:
(A) Tematiza motivos de Minas Gerais, onde o poeta viveu.
(B) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido.
(C) As composições satíricas atacam governantes da colônia.
(D) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica.
(E) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna.
5. (UEPA-PA) Na obra de Gregório de Matos Guerra, a ansiedade e a aflição frente à passagem do tempo sempre levaram à idéia singular de aproveitar o presente. Em qual dos fragmentos abaixo fica evidente essa afirmação?
(A) A vós, Divinos olhos eclipsados
de tanto sangue e lágrimas cobertos;
pois para perdoar-me estais despertos
e por não condenar-me estais fechados…
(B) Senhora Beatriz, foi o demônio,
Este amor, esta raiva, esta porfia
Pois não canso de noite nem de dia
Em cuidar desse negro matrimônio.
(C) Hoje poderei
Convosco casar
E hoje consumar
Amanhã não sei
Porque perderei
a minha saúde
e em um ataúde
me podem levar
o corpo a enterrar,
porque vos enoje:
casemo-nos hoje,
que amanhã vem longe.
(D) Pequei senhor: mas não porque hei pecado,
da vossa Alta Piedade me despido:
Antes, quanto mais tenho delinqüido,
Vos tenho a perdoar mais empenhado…
(E) Quem a pôs nesse socrócio?
Quem causa tal perdição?
E o maior desta loucura?
Notável desaventura
De um poço néscio e sandeu,
Que não sabe o que perdeu
Negócio, ambição, usura.
6. (UFLA) Leia as estrofes abaixo para responder à questão.
"Que falta nesta cidade? Verdade.
Que mais por sua desonra? Honra.
Falta mais que se lhe ponha? Vergonha.
O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha."
Pode-se reconhecer nos versos acima, de Gregório de Matos,
(A) o caráter do jogo verbal próprio da poesia religiosa do século XVI, sustentando piedosa lamentação pela falta de fé do gentio.
(B) o estilo pedagógico da poesia neoclássica, por meio da qual o poeta se investe das funções de um autêntico moralizador.
(C) o caráter de jogo verbal próprio do estilo barroco, a serviço de uma crítica, em tom de sátira, do perfil moral da cidade da Bahia.
(D) o caráter do jogo verbal próprio do estilo barroco, a serviço da expressão lírica do arrependimento do poeta pecador.
(E) o estilo pedagógico da poesia neoclássica, sustentando em tom lírico as reflexões do poeta sobre o perfil da cidade da Bahia.
7. (FUVEST)
Uma só natureza nos foi dada;
Não criou Deus os naturais diversos;
Um só Adão criou, e esse de nada.
Todos somos ruins, todos perversos,
Só nos distingue o vício e a virtude
De que uns são comensais, outros adversos. (Gregório de Matos)
A partir do texto pode-se concluir que:
(A) a opção entre o bem e o mal resulta do livre-arbítrio e não da Providência divina.
(B) por obra divina, os homens são substancialmente diversos e por isso seguem caminhos distintos.
(C) os elementos negativos do homem advêm de sua origem: o nada.
(D) Deus fez os homens dotados de consciência para que pudessem distinguir o vício da virtude.
(E) somente a virtude pode eliminar a perversidade que caracteriza a natureza humana.
8. (FUVEST)
Uma só natureza nos foi dada;
Não criou Deus os naturais diversos;
Um só Adão criou, e esse de nada.
Todos somos ruins, todos perversos,
Só nos distingue o vício e a virtude
De que uns são comensais, outros adversos. (Gregório de Matos)
Considerando o sentido do poema, é aceitável a seguinte conclusão sobre a segunda estrofe:
(A) como os homens podem aliar-se ao vício ou à virtude, a perversidade atinge todos eles.
(B) se todos os homens conseguissem distinguir entre o vício e a virtude, saberiam como vencer sua natureza perversa.
(C) quando se reconhece capaz de diferenciar o vício da virtude, o homem aceita o que há de ruim em seus semelhantes.
(D) embora todos os homens tenham a mesma natureza, diferenciam-se por aceitarem ou recusarem o vício e a virtude.
(E) os homens possuem uma essência maligna, portanto são adversos à virtude e somente aderem aos vícios.
9. (UFLA) Leia o poema para responder à questão.
EPÍLOGOS
Que falta nesta cidade?........................Verdade
Que mais por sua desonra?..................Honra
Falta mais que se lhe ponha?...............Vergonha
O demo a viver se exponha
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.
Sobre o fragmento da poesia Epílogos, de Gregório de Matos, todas as alternativas estão corretas, EXCETO:
(A) Valeu-lhe o apelido de “Boca do Inferno”, que se refere à sua capacidade de provocação.
(B) O aspecto satírico do poema é um dos traços que contribuiu para “abrasileirar” o Barroco.
(C) Há uma tentativa de fundir o aspecto material com o espiritual, representado pelo uso de antíteses perfeitas.
(D) Tem como objetivo provocar e ridicularizar os políticos e os que viviam para bajular os poderosos.
(E) O uso das palavras “verdade”, “honra”, “vergonha” nos finais dos versos constituem um recurso de linguagem para enfatizar a mensagem.
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